As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre a tarde de sexta-feira (1º) e a madrugada de sábado (2) deixaram mais de 500 pessoas desalojadas. Também provocaram alagamentos em várias cidades e levaram a alertas para risco de deslizamentos em diferentes regiões do estado.
A Defesa Civil investiga se duas mortes têm relação com os temporais. Uma foi por descarga elétrica em Canguçu. A outra, por queda de árvore em Bom Retiro do Sul. O órgão afirmou à Folha que “ainda é prematuro estabelecer relação de causalidade com o evento adverso que ocorreu, em ambos os casos”.
Em Rosário do Sul, a prefeitura decretou estado de emergência por causa do avanço das águas e dos impactos registrados no município.
Segundo a Defesa Civil, o alerta para deslizamentos é considerado moderado e vale até a noite de sábado em Porto Alegre. Em cidades como Caxias do Sul, Muçum, Parobé e Três Coroas, o risco vai até a madrugada de domingo (3).
Boletim do órgão aponta que ao menos 19 municípios relataram ocorrências do temporal, como alagamentos, danos em telhados e transbordamento de arroios.
Cidades como Alegrete, São Gabriel e Uruguaiana tiveram alagamentos em áreas urbanas e rurais. Em Ernestina, Marau e Santa Maria, houve danos estruturais, principalmente destelhamentos.
Em Encruzilhada do Sul, o arroio Lava-Pés transbordou e invadiu casas. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e prefeitura foram mobilizadas.
Também ocorreram alagamentos em Agudo, Faxinal do Soturno, Sobradinho e Lagoa Bonita do Sul, com necessidade de apoio a moradores.
O temporal afetou rodovias importantes. A RS-348, na região central, foi totalmente bloqueada entre Faxinal do Soturno e Ivorá pela elevação do arroio Guarda-Mor, que danificou um desvio provisório. No mesmo trecho, entre Faxinal do Soturno e Dona Francisca, houve cedimento do asfalto, e o trânsito passou a operar em sistema de pare e siga.
A BR-290 chegou a ser totalmente interditada no km 353, entre Vila Nova do Sul e São Gabriel, pela elevação do arroio Bossoroca. O trecho foi liberado no início da madrugada de sábado.
Além dos alagamentos, quedas de árvores e bloqueios em outras vias afetaram o tráfego em diferentes regiões.
Segundo a Defesa Civil, os desalojados – pessoas que deixaram suas casas e se abrigaram com parentes ou conhecidos – somam mais de 500 até o momento. Não há balanço consolidado de desabrigados.
O órgão monitora as condições meteorológicas e orienta a população a evitar áreas de risco, como encostas e locais sujeitos a alagamentos, diante da previsão de continuidade das instabilidades.
