O clássico entre Palmeiras e Santos no Allianz Parque terminou em 1 a 1. Mais de 40 mil pessoas assistiram ao jogo, que foi intenso e movimentado. Neymar não entrou em campo. A ausência não foi por lesão ou suspensão, mas por escolha do jogador.
Neymar se recusou a jogar no gramado sintético do estádio. Com essa decisão, ele desperdiçou uma oportunidade de mostrar seu futebol a Carlo Ancelotti. A convocação da seleção brasileira está marcada para o dia 28 de maio. Cada minuto em campo é importante para a avaliação do técnico.
Ao evitar o gramado sintético, Neymar impede que Ancelotti o observe diretamente em uma partida. Ritmo, mobilidade e confiança são aspectos que não se medem em treinos fechados ou relatórios médicos. Eles se medem em jogo. E Neymar não esteve presente.
O episódio também levanta questões para a Copa do Mundo de 2026. A Fifa não permitirá gramados 100% sintéticos, mas adotará em vários estádios o modelo híbrido. Esse tipo de campo tem grama natural reforçada com fibras sintéticas. Não é exatamente o tipo de gramado que Neymar vem evitando.
Diante disso, surge um cenário que pode impactar o planejamento da seleção brasileira. Se o argumento de Neymar é o risco físico, como ele reagirá em uma Copa com grama híbrida? A dúvida vai além da teoria e pode se tornar uma questão prática para o futuro.
No futebol de alto nível, a adaptação é uma obrigação. Neste momento, Neymar parece seguir na direção oposta. O clássico já passou. O Palmeiras segue firme na liderança do campeonato. O Santos continua pressionado. E Neymar segue sendo assunto, mas fora de campo.
