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Jake Matthews: Tudo Acontece por uma Razão

O lutador australiano Jake Matthews afirmou que não se preocupa com a polêmica envolvendo seu último combate, no qual acredita ter vencido por finalização antes do fim do primeiro round contra Neil Magny. Apesar de o árbitro ter inicialmente declarado o fim da luta, a decisão foi anulada e o confronto continuou, resultando em derrota para Matthews no terceiro round.

Em entrevista, Matthews explicou que, ao ouvir o som dos dez segundos finais do primeiro assalto, aplicou um mata-leão montado em Magny. O árbitro interpretou que Magny havia desmaiado e interrompeu o combate. No entanto, Magny se levantou e questionou a paralisação, e o árbitro então declarou que o round havia terminado, permitindo que a luta prosseguisse.

“Assim que a luta terminou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não podemos voltar e mudar as coisas. Não tenho uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso”, disse Matthews. O lutador destacou que sentiu um alívio ao pensar que havia vencido, mas que o “adrenalina dump” o afetou. Ele mencionou que Michael Bisping, ex-lutador, comentou que pode levar duas semanas para se recuperar desse efeito.

Matthews lamentou não ter protestado contra a decisão do árbitro. “Em retrospecto, eu provavelmente deveria ter protestado e dito ‘Não!’. Deveria ter ficado no chão e dito que a luta foi encerrada, e que caberia ao Neil recorrer”, afirmou. Ele acrescentou que, como lutadores, seguem ordens e continuam lutando quando mandados.

Fé e preparação para nova luta

O lutador de 32 anos, que se converteu ao islamismo em 2023, disse que sua fé o ajuda a aceitar os acontecimentos. “Acredito que tudo acontece por uma razão. Fiz tudo o que pude naquela luta, e foi assim que aconteceu. Confio no processo e na jornada, e isso me ajuda a seguir em frente”, explicou.

Matthews está escalado para enfrentar Carlston Harris neste fim de semana, em Macau. Inicialmente, seu oponente seria Muslim Salikhov, que teve que se retirar do evento. O australiano afirmou que manteve a rotina de treinos e confiou que um novo adversário apareceria. “Se eu estava destinado a lutar neste card, teria um oponente. Se não, não teria. Isso me traz menos estresse”, disse.

O veterano dos pesos-meio-médios destacou que sua fé trouxe mais paz durante a semana de luta. “Muitos lutadores falam sobre noites sem dormir, estresse com o resultado. Eu sei que vou dar cem por cento durante a luta e o resto está nas mãos de Deus. Até uma derrota pode levar a coisas boas no futuro”, concluiu.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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