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Congressistas acionam TCU contra licitação bilionária no Porto de Santos

Congressistas acionam TCU contra licitação bilionária no Porto de Santos

Um grupo de congressistas protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Consórcio Portolog SPE, vencedor da licitação que cede uma área de 242 mil m² na margem direita do terminal por 20 anos. O valor estimado do contrato é de R$ 1,063 bilhão.

O documento é assinado por Adriana Ventura (Novo-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Eduardo Girão (Novo-CE), Gilson Marques (Novo-SC), Luiz Lima (Novo-RJ), Bia Kicis (PL-DF), Alfredo Gaspar (PL-AL) e Evair de Melo (Republicanos-ES). Eles pedem medida cautelar para suspender o edital e os atos seguintes, incluindo o contrato administrativo, até o julgamento final do caso.

Na representação, os parlamentares afirmam que a área na região do Saboó foi indicada no edital como “não afeta” à operação portuária. No entanto, segundo eles, o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto classifica o local como “afeta” às operações. O pedido alega que essa reclassificação não poderia ser feita por decisão do edital do leilão.

Os congressistas argumentam que, por ser uma área “afeta”, a forma correta de concessão seria o arrendamento portuário, e não a cessão onerosa que foi realizada. Para eles, a modelagem adotada teria deixado de lado etapas de controle e fiscalização prévia de órgãos como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o próprio TCU.

O prazo para apresentação de propostas também foi questionado. Os signatários apontam que houve menos de 25 dias entre a publicação do edital, em 21 de outubro de 2025, e a entrega das propostas, em 12 de novembro. O edital também é acusado de restringir a competitividade ao prever condicionantes para empresas ou grupos econômicos que atuam na movimentação de contêineres no Complexo Portuário de Santos.

Ao final do procedimento, apenas o Consórcio Portolog SPE foi habilitado. A representação informa que a SPE foi constituída em 22 de maio de 2026 e é controlada por duas empresas. O texto destaca que uma das administradoras teria relação familiar com o ministro do TCU Bruno Dantas. Por isso, os parlamentares pedem que ele seja declarado impedido de atuar no processo, com base no Regimento Interno da Corte.

O pedido inclui ainda a realização de nova inspeção e auditoria, a declaração de nulidade do edital e do contrato e, se forem comprovadas irregularidades, a responsabilização de agentes públicos e beneficiários.

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