O governo internacionalmente reconhecido do Iêmen acusou nesta terça-feira (11) os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, pelo ataque a um navio mercante no Mar Vermelho que deixou seis mortos. A embarcação Tihamah foi atingida perto do estreito de Bab el-Mandeb, na costa sul do Iêmen.
Em comunicado, o Ministério iemenita dos Transportes afirmou que considera as milícias terroristas houthis plenamente responsáveis pelas mortes, ferimentos e danos causados ao navio comercial, bem como pelas graves consequências decorrentes desses ataques. Segundo a Guarda Costeira iemenita, quatro dos mortos eram marinheiros do navio e outras duas vítimas pertenciam às forças de resgate, atingidas em um segundo ataque quando tentavam evacuar a tripulação.
Dez pessoas ficaram feridas em consequência dos ataques. Uma fonte das forças do governo iemenita sediado na cidade portuária de Mocha havia afirmado anteriormente que cinco pessoas tinham morrido no incidente. A empresa britânica de segurança marítima Vanguard já havia informado sobre o ataque letal, mas não apontou nenhum responsável.
O incidente ocorre depois que, no mês passado, desmoronou uma trégua de vários anos na guerra civil do Iêmen entre os houthis e o governo internacionalmente reconhecido, apoiado pela Arábia Saudita. O colapso do acordo de 2022, respaldado pela ONU, aconteceu quando os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e atacaram petroleiros sauditas no Mar Vermelho e as infraestruturas petrolíferas do reino, paralelamente ao fechamento do Estreito de Ormuz adotado pelo Irã.
A região do Mar Vermelho tem sido palco de tensões crescentes nos últimos meses, com ataques a embarcações comerciais e militares. O estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa uma parcela relevante do comércio marítimo mundial, tornou-se um ponto crítico. As ações dos houthis coincidem com o agravamento das relações entre Irã e Arábia Saudita, que também impactam a estabilidade do Iêmen e de países vizinhos.
