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Bruno Gagliasso questiona: homens não choram?

O ator Bruno Gagliasso, de 44 anos, precisou se afastar de casa durante as gravações do filme “Por um fio”, baseado no livro homônimo de Drauzio Varella. Na trama, que estreia em outubro, ele interpreta o irmão do médico, que morre de câncer. Para o papel, o ator perdeu 24 quilos e afirma ter se tornado uma “manteiga derretida”.

Bruno admite que leva os personagens para casa e que não consegue separar o trabalho da vida pessoal. “Preciso ficar pensando nele 24 horas”, disse em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, do GLOBO, que vai ao ar nesta quinta-feira (21), às 18h, no YouTube e Spotify.

Ele revelou que a preparação para o filme foi dolorosa, especialmente ao olhar para os filhos, Titi, Bless e Zyan. “Eu chorava muito. Estava insuportável. Queria abraçar e beijar eles o tempo inteiro”, afirmou.

O ator também comentou sobre a diversidade de seus próximos trabalhos. Entre os projetos, estão o longa “Honestino”, sobre o líder estudantil desaparecido político; “Corrida dos bichos”, na Amazon Prime; e “Makunaíma XXI”, nos cinemas. Na TV, fará a série “Rauls”, na Netflix, e a sétima temporada de “Impuros”, no Disney+.

Bruno também falou sobre seu primeiro filme como produtor, “Clarice vê estrelas”, dedicado à filha mais velha. A obra tem 80% do elenco e 90% da equipe formados por pessoas pretas. “É um filme antirracista sem falar sobre racismo. Botar essa criança preta para sonhar, mexer no imaginário e não para sofrer”, explicou. O jogador Vini Jr. entrou como produtor associado do projeto.

Questionado sobre a estatura de 1,70m, o ator disse que já foi uma preocupação, mas não é mais. “Cansei de usar salto. Pra personagem, então…”, brincou. Sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDHA), ele contou que toma remédio desde sempre e que não decora textos, mas estuda o sentido das cenas. “Quantas vezes fui filmar no Projac de carro e voltei com o motorista? Esqueci que estava de carro”, contou.

Por fim, ao falar sobre dinheiro, Bruno disse que gosta de ter recursos para produzir filmes e proporcionar uma boa infância aos filhos, mas que valoriza mais o tempo. “Talvez, ter 12 cavalos. Mas não tenho o sonho de ter um avião”, afirmou.

Sobre o autor: Coordenacao Editorial

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