O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta sexta-feira (15) que o povo palestino não pode ser “ignorado” e que ninguém além dele tem o direito de determinar seu futuro. A declaração foi feita durante uma cerimônia pela Nakba, na sede das Nações Unidas.
A ONU marca oficialmente o aniversário da Nakba desde 2023, por meio de uma resolução da Assembleia Geral. O termo significa “catástrofe” em árabe e se refere ao êxodo de aproximadamente 760 mil palestinos que fugiram ou foram expulsos de seus lares com a criação do Estado de Israel, em 1948.
“Relembrar este aniversário é reconhecer uma injustiça histórica contra o povo palestino, que permanece enraizado em sua terra, e representa um passo na direção correta para reparar esta injustiça”, afirmou Abbas em um discurso lido pelo embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour.
“Isto reafirma que nosso povo dinâmico não pode ser ignorado, nem tampouco o seu direito à autodeterminação, à independência, ao retorno e à soberania, como o de todas as nações”, completou.
Abbas também disse que “ninguém neste mundo, repito, ninguém mais tem o direito de determinar o destino da Palestina”. Ele acrescentou que qualquer pessoa que ache que é possível alcançar paz e segurança sem respeitar os direitos dos palestinos está “completamente equivocado”.
O presidente lamentou ainda que o cessar-fogo em Gaza “continue sendo frágil”. “Nossos compatriotas estão sendo assassinados, o território de Gaza está encolhendo e a entrega de ajuda (humanitária) continua sendo dificultada, em clara violação por parte de Israel da visão do presidente (dos Estados Unidos, Donald) Trump”, afirmou. O cessar-fogo entrou em vigor em outubro de 2025 sob pressão de Washington.
