O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, criticou a venda de álcool em aeroportos. “Não entendo por que alguém serve cerveja às cinco da manhã”, afirmou o executivo. A declaração foi dada em meio ao aumento de relatos de mau comportamento a bordo.
A companhia aérea irlandesa associa a indisciplina dos passageiros ao consumo de bebidas alcoólicas antes do embarque. A Ryanair defende mudanças na forma como o álcool é vendido nos terminais. A empresa quer restrições mais rígidas, principalmente nos horários da manhã.
O’Leary disse que o problema tem se agravado nos últimos anos. Segundo ele, muitos incidentes ocorrem depois que passageiros bebem nos aeroportos antes de entrar no avião. O executivo sugere que as vendas sejam limitadas ou proibidas em determinados períodos.
A proposta da Ryanair é que bares e lojas francas nos aeroportos parem de servir bebidas alcoólicas nas primeiras horas do dia. A medida, segundo a empresa, ajudaria a reduzir brigas e desrespeito às regras durante os voos.
Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) mostram que os casos de mau comportamento aumentaram nos últimos anos. Em 2023, houve um registro a cada 480 voos, contra um a cada 568 em 2022. A maioria dos incidentes envolve consumo de álcool.
A Ryanair não é a única companhia a pedir medidas. Outras empresas aéreas também reclamam do efeito do álcool vendido nos aeroportos. A diferença é que O’Leary tornou pública a insatisfação e sugeriu uma solução prática: acabar com a venda de cerveja e vinho antes das 8h.
O executivo afirmou que a indústria aérea precisa agir. “Se queremos voos mais seguros e tranquilos, precisamos repensar o que acontece antes do embarque”, disse. A ideia, no entanto, enfrenta resistência dos operadores de aeroportos e das lojas que dependem da venda de álcool.
